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| Cunha e seus golpistas perderam o encanto |
Impressionante como, vira, mexe, a vida está aí, imitando a arte. Senão, vejamos: quando Eduardo Cunha afirma ter legitimidade, encarna o Liberty Valance, o facínora do clássico de Jonh Ford, que intimidava Shinbone, que pretendia transformar-se em estado, mas Valance, a serviço dos interesses dos fazendeiros que conspiravam contra o progresso, fazia o jogo sujo da política.
Mesmo depois de morto por Ransom Stoddard, na verdade por Tom Doniphon, o facínora ainda é defendido na convenção que escolheria o senador da comunidade, quando um preposto dos fazendeiros o qualifica como um homem bom e honesto, apenas para desqualificar aquele que todos tinham em conta como o responsável pela morte daquele vilão.
Cunha, mesmo depois de morto politicamente, continua sendo sutilmente defendido pela direita porque ainda há a esperança de que possa fazer alguma coisa pra atrapalhar a vida do governo e contribuir com os delírios golpistas dessa chusma de vira latas ainda inconformados com a derrota sofrida para Dilma.
Nesse momento, o que se percebe é a inexistência da perspectiva do ainda presidente da Câmara Federal produzir qualquer manobra que ponha em risco a democracia, atirando o país em uma aventura assemelhada à vivida em 1964. Felizmente, estamos diante de um quadro institucional consolidado, principalmente depois que o STF impôs a todos o estrito cumprimento da lei.
Claro que o golpismo não recua um milímetro de suas atividades, porém, agora atua escudado apenas no triste papel que a mídia assumiu e cumpre religiosamente, cônscia de que sua atuação fora da lei é um benefício inestimável que contribui à atuação da oposição.
Se dará certo é pouco provável. No entanto, serve pra mostrar que o samba golpista de uma nota só cada vez é mais ignorado, inclusive por plateias que outrora o aplaudiam entusiasticamente. É isso!


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