Jorge Paz Amorim

Minha foto
Belém, Pará, Brazil
Sou Jorge Amorim, Combatente contra a viralatice direitista que assola o país há quinhentos anos.

domingo, 13 de setembro de 2015

Os males governamentais e midiáticos


O panfleto tucano/liberal traz, hoje, interessante matéria a respeito da indigência econômica que assola o nosso estado, apesar da panglossiana visão do tucano Simão Jatene, a ponto de quase metade dos municípios receberem mais recursos do Bolsa-Família do que de Fundo de Participação dos Municípios(FPM), este uma transferência constitucional da União para estados e Distrito Federal, daí para os municípios que compõe aquela unidade federada.

Apesar da tentativa sorrateira de debitar na conta da União a queda no FPM, a matéria é reveladora de como certos administradores vivem daquilo que o governador Simão Jatene reclama como sendo a "sustentação da versão e não o fato, postura que acaba desvirtuando o papel da comunicação". É o caso, por exemplo, do prefeito tucano de Ananindeua, Manoel Pioneiro, superestimado pela comunicação optante de versões, de fato, um administrador negligente, incompetente e omisso, daí o município que (mal) governa ser dependente de uma política de transferência de renda a carentes ser maior do que um fundo composto de 22,5% da arrecadação do Imposto de Renda (IR) e do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI).~

Como não há produtos industrializados e muito menos um número significativo de trabalhadores com remuneração que esteja na faixa de desconto do IR em Ananindeua, acaba prevalecendo a indigência e com ela a necessidade de complementação da renda de milhares dessas famílias em situação de risco, por sinal, uma peculiaridade de todo o estado do Pará, onde cerca de 900 mil famílias dependem do BF.

O que chama a atenção para o caso de Ananindeua é que se trata de uma cidade com mais de 500 mil habitantes, que já teve um distrito industrial considerável e hoje não passa de mero dependente de transferências constitucionais, já que sua receita própria serve apenas pra demonstrar a incúria administrativa predominante , um curral eleitoral custoso e uma imensa cidade-dormitório.

Imaginem se não houvesse o Bolsa-Família para minorar o sofrimento de todos esses paraenses vivendo sob governantes estadual e municipais marcados inércia administrativa. Provavelmente estaríamos "exportando" os nossos "haitianos" pra buscar sobreviver em outras regiões. Triste!

Nenhum comentário: