Jorge Paz Amorim
- Na Ilharga
- Belém, Pará, Brazil
- Sou Jorge Amorim, Combatente contra a viralatice direitista que assola o país há quinhentos anos.
sábado, 16 de maio de 2015
Não consta do script
É um cacoete sabidamente vetusto governos conservadores ignorarem reivindicações justas de trabalhadores, frequentemente recorrendo ao seu braço midiático, sempre pago a mais do que merece, para dar eco às versões que ocultam os reais motivos dos movimentos paredistas.
Na atual greve dos professores públicos, há fatos definitivos que geraram o movimento, criminosamente ocultados do noticiário, bem como daquela encenação grave feita pela atriz que lê o texto oficial, por isso vamos enumerar alguns desses motivos que resultaram em uma paralisação que já dura 53 dias;
I- Simão já havia arrochado o salário dos professores quando pagou o retroativo do piso salarial de 2011 em quatro quadrimestres, de seis, perfazendo um parcelamento que durará 24 meses, por óbvio, ainda não concluído;
II- O retroativo do piso deste ano está prometido ser quitado até agosto de 2016, em quatro parcelas, setembro/novembro de 2015; e maio/ agosto de 2016. Tudo calculado em cima dos valores de janeiro, quando o MEC corrigiu o piso, portanto, nada da correção monetária que compense a perda pelo atraso;
III- Além disso, está sendo criada uma inusitada situação de retroativo sobre retroativo, pois o de 2011 ainda não foi quitado e já existe a obrigação de pagar o retroativo de 2015;
IV- Ao contrário dos 'fabulosos' R$8 mil da propaganda, na prática a teoria é outra. O governo reduziu de 280 horas/aula para 220 horas/aula, o que reduz de cara cerca de R$1.007,00 nos salários. Além disso, os professores são os únicos servidores efetivos do estado que não recebem triênio, em flagrante desrespeito à legislação vigente;
V- Enquanto o DETRAN paga R$ 800,00 em vale-alimentação pra seus servidores; a Imprensa Oficial paga R$1.100,00 o governo paga apenas R$300,00 aos educadores do Pará, talvez residindo aí o atestado mais veemente do descaso governamental dispensado à educação pública.
Um governo e uma justiça que fecham os olhos para esses fatos optando por criminalizar uma categoria que ousou denunciar essa política de arrocho certamente em nada contribuem com a educação, antes, ao contrário, entrarão na história pela porta dos fundos por serem protagonistas do brutal atraso que assola o nosso estado nesse quesito, conforme atestam os indicadores nacionais. Lamentável!
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