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| Universidade pra quê? |
Usualmente tidos como educados e preparados intelectualmente, os tucanos vem ao longo do tempo desmentindo essa falácia com fatos contundentes a comprovar o contrário, embora parte da mídia partidarizada e reacionária do país mantenha firme e forte a empulhação.
Hoje, por exemplo, a Folha de São Paulo faz um registro patético desse desamor à educação, principalmente daquela mantida com recursos públicos, ao registrar de forma dissimulada em uma manchete anódina o estrago que o governador faz nas verbas destinadas às universidades públicas daquele estado, transformando o piso em teto.
Segundo a proposta de Lei de Diretrizes Orçamentárias/2016(LDO), enviada ao legislativo, aquilo que era tradicionalmente o MÍNIMO que o estado gastava com essas universidades, 9,57% da cota do ICMS arrecadado, passou a ser o TETO desse gasto. Ou seja, aquilo que deveria estar próximo do insuportável para a manutenção de um ensino superior de qualidade, deverá constituir-se na receita mantenedora da excelência desejada, mesmo diante de um alunado que cresceu mais de 80%, desde 1995.
Assim, a USP, por exemplo, destronada da condição de melhor universidade da América do Sul, desonra alcançada sob os anos privatas que reduziram também a importância de São Paulo no PIB nacional, caminha célere para tornar-se quadro de parede, tristemente afixado por figuras obscuras como o líder tucano na Assembleia Legislativa, que cinicamente afirmou, "no período em que o Brasil atravessa grave crise econômica, o governo atua com responsabilidade garantindo investimentos".
Resta saber que tipo de investimento safado é esse que exclui a educação sugerindo esta é vista como gasto desnecessário. Pode?

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