Jorge Paz Amorim

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Belém, Pará, Brazil
Sou Jorge Amorim, Combatente contra a viralatice direitista que assola o país há quinhentos anos.

quarta-feira, 13 de maio de 2015

Depois do pesadelo

FMI aqui? Na Na Ni Na Não

Em relatório divulgado nesta terça-feira(12), o Fundo Monetário Internacional (FMI), entre outras coisas , diz que a participação de todas as faixas etárias — especialmente entre 18 e 24 anos — no mercado de trabalho diminuiu. No caso dos mais jovens uma explicação curiosa e alvissareira: ocorreu porque programas governamentais de incentivo ao ensino superior (Fies e ProUni), retardaram a entrada dos estudantes no mercado de trabalho. Este movimento, porém, está sendo revertido, com os jovens voltando ao mercado.

Ou seja, aquela qualificação tão reclamada a respeito do emprego gerado no país parece que está sendo superada, sendo provável que isto venha a ser ressaltado já na próxima Pnud. Assim, boa parte daqueles que começavam a trabalhar muito cedo pra sustentar, ou ajudar a sustentar a família, agora conseguem apenas estudar já que o governo custeia seus estudos. Ao ingressar no mercado formal de trabalho, esse jovem o faz de forma mais consistente, dada a formação profissional que adquiriu.

O mesmo relatório alerta para um risco que estaria embutido nessas altas taxas de empregabilidade, de dar inveja a países da Europa outrora civilizada, qual seja, o de esconder a lentidão do crescimento ora verificada de nossa economia. Aí pode estar embutida a insatisfação do FMI pelo fato do Brasil ter desprezado seu receituário neoliberal ortodoxo, optando pelo desenvolvimento sustentado no crescimento da renda, do crédito e do consumo de sua população, de resto, uma receita adotada por quase a totalidade das nações sulamericanas, que tem resultado na diminuição considerável da pobreza em todas elas.

Enfim, o relatório só faz reforçar a convicção no acerto da decisão do presidente Lula quando nos livrou do jugo do Fundo, depois que o governo anterior quebrou a economia brasileira em três ocasiões, socorrendo-se de recursos dessa banca pantagruélica para fechar nossas contas, todavia, deixando sequelas que custaram quase dois anos de sacrifícios para serem sanadas.

Hoje, quando esses diagnósticos são divulgados com alguma gravidade no semblante de quem é responsável por eles, fora os analistas colonizados que reproduzem o mise en scène, a população ignora solenemente tais cantilenas e segue sua vida normalmente, mesmo bombardeada por interpretações apocalípticas que anunciam para logo mais o fim do mundo, conforme ocorre há cerca de quatro anos, sem que os esses destrambelhados profetas movam um músculo da face.

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