Jorge Paz Amorim

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Belém, Pará, Brazil
Sou Jorge Amorim, Combatente contra a viralatice direitista que assola o país há quinhentos anos.

segunda-feira, 23 de março de 2015

Banditismo invertido


Nesses tempos em que hordas de malfeitores vão às ruas dar zurros do mais hipócrita moralismo, até que é esperado, embora repulsivo, que um papelucho imundo como o panfleto tucano/liberal cumpra sua desonesta obrigação de pistoleiro de aluguel e inverta a lógica da tunga, ao acusar os professores da rede pública estadual de preparar uma greve em que a reivindicação seria uma trapaça, quando trapaceiro é o governo do estado que os surrupia à luz do dia o que pode do contracheque dos respectivos servidores.

Típico jornalixo que não vale uma nota de três reais. Primeiro, porque o "praticamente garantido piso salarial" que o vil panfleto anuncia é mentira deslavada; segundo, porque confunde velhacamente hora-aula com hora-extra.

O primeiro, base de parte da remuneração fruto de conquista após décadas de luta; a segunda, outra parte de quem ministra uma certa carga horária em sala de aula que, agregada às horas-atividade, aquelas extra-classe, constituem o total da remuneração de cada professor. Nada a ver com hora-extra, um benefício trabalhista criado para complementar a remuneração de quem era obrigado pelas circunstâncias a dar expediente além do seu horário regular de trabalho, porém, hoje, servindo de ardil pra aumentar a remuneração de alguns ordenadores de despesa, como ocorre, por exemplo, na Câmara Municipal de Belém, onde centenas de 'aspones' que não cumprem sequer uma jornada de trabalho normal recebem esse mimo sob a suspeita de repassarem parte ou o todo a seus bondosos empregadores, fato já denunciado ao panfleto difamador que fez ouvidos de mercador.

É essa escumalha, que escreve mais de olho nas benesses do erário do que nos fatos, que vive a deitar falação moralista como se honestos fossem, quando, na verdade, apenas maquinam pra tirar do caminho quem lhes atrapalhe os planos de continuar vivendo como usurpadores do dinheiro público, sem o qual fatalmente desapareciam do mapa da mídia tupiniquim.

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