É clássico o caso contado por políticos mais antigos em que o gen. Barata, na condição já de governador do Pará(havia sido interventor nomeado por Getulio Vargas), nomeou uma correligionária pra professora. Sabedora que a dita cuja era analfabeta, em vez de exonerá-la, aposentou-a.
Sofisticando essa aberração, Simão resolveu interferir indevidamente na eleição direta pra diretor de escola conseguindo com sua base aliada a aprovação de uma lei determinando a investidura em cargo de direção de escola desobrigada da formação em administração escolar, sob a alegação de que um curso de extensão de responsabilidade da própria SEDUC resolveria essa situação. Naquele momento, era uma forma de apontar áulicos e usar a máquina da secretaria pra garantir a eleição daquele apaniguado.
De repente, o tributarista\pedagogo que ora ocupa a pasta da educação, percebendo que a atual conjuntura, onde qualquer professor do quadro da escola onde está ocorrendo a eleição está habilitado a candidatar-se não favorece aos interesses oficiais, dada a enorme má fama do governo no meio da categoria, eis que o arrepio da lei vigente o secretário volta a exigir a formação em administração escolar como pré-requisito para quem quiser candidatar-se à direção de escola.
Ou seja, deu férias à uma lei vigente nos mesmos moldes da aposentadoria concedida por Barata a fim de macular uma conquista dos professores, colocando-a em posição subalterna à vontade oficialista do governador. Ameaça promover retrocesso e submeter o ambiente democrático que deve presidir as relações dentro da escola, em departamento burocrático onde os números são mais importantes que as pessoas. É a crônica do desastre anunciado.


Um comentário:
Prezado Jorge:
Enviei, hoje, uma mensagem para o seu e-mail do Google (gmail).
Quando puder, leia-o, por favor.
Obrigado.
Um abraço
Marcos Klautau
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