Jorge Paz Amorim

Minha foto
Belém, Pará, Brazil
Sou Jorge Amorim, Combatente contra a viralatice direitista que assola o país há quinhentos anos.

sábado, 3 de janeiro de 2015

A força do Partido dos Trabalhadores



A presença de uma multidão na posse da presidenta Dilma, em um dia marcado pela ressaca das festas de fim de ano, mostra o quão precipitada é a afirmação que o modelo petista de partido dá sinais de esgotamento. Mesmo que seja flagrante um certo acomodamento partidário às estruturas burocráticas governamentais, o que certamente retirou sua militância das ruas por um tempo além do que devia, os diversos comícios realizados nos quatro cantos do país no enfrentamento contra a gigantesca máquina empresarial, financeira, partidária e midiática mobilizada pra derrotar o nosso projeto democrático e popular como nunca dantes se mobilizou, mostrou que permanece viva a força petista de na sustentação desse modelo.

E isto poderá tornar-se mais frequente este ano a partir de certos embates que deverão ser travados com o conservadorismo, em razão da agenda nacional que interessa ao conjunto da sociedade brasileira, sendo os pontos principais uma reforma política que ponha termo à influência do poder econômico nas eleições, bem como a regulamentação econômica do cartel midiático ora atuando como entidade fora-da-lei, impondo-se a participação popular na pressão pra que esses anseios virem realidade.

Também, estaremos diante de fatos internacionais que exigirão do Brasil uma participação efetiva enquanto nação que se afirma nessa atual conjuntura. Além do comando do Mercosul, pela presidenta Dilma; da consolidação de um agente financeiro dos Brics que ponha fim à hegemonia do FMI; do protagonismo no fim do embargo econômico dos EUA contra Cuba há a perspectiva de guinada à esquerda nos comandos de países como Grécia e Espanha, o que exigirá do PT mais do que uma formal manifestação de apoio. Exigirá um diálogo que caminhe na perspectiva de colaborar pra que essas nações enterrem definitivamente o receituário neoliberal, adotado sem pudor na pós crise de 2008, que só trouxe desemprego, miséria e desespero às suas populações, seguido da implantação de políticas adotadas no Brasil a partir de 2003 e que foram as grandes responsáveis por esse protagonismo brasileiro e que assim seja para o mundo a partir das experiências em uma nova Grécia e em uma nova Espanha.

Por tudo isso é que o Partido dos Trabalhadores ainda está anos muito distante de ver esgotado seu papel político, não só no aperfeiçoamento de uma sociedade justa e feliz dentro das nossas fronteiras. Mas, fazer dessa experiência um modelo capaz de realizar sonhos que um dia pareciam tão distantes na consolidação de um outro mundo possível como alternativa ao imperialismo, este, sim, em franca decadência e dando claros sinais de esgotamento.

Nenhum comentário: