Ainda sobre o assunto PTxPMDB, acho a situação no Pará bastante parecida com a de São Paulo. A diferença é que o consulado tucano na paulicéia não é interrompido desde que começou, em 1995; enquanto o eleitorado paraense interrompeu essa hegemonia por quatro anos(2007-2010).
Os pemedebistas lançam uma candidatura que disputa um espaço até aqui considerado exclusivo dos tucanos e o PT vai de mais um candidato com características de "poste" do Lula, assim como foram Dilma e Haddad, voltados às campanhas que enfatizam o foco no social, assim como deve ser a campanha de Alexandre Padilha. Vale dizer, um cerco aos tucanos que praticamente assegura a realização de um segundo turno e coloca em risco a hegemonia citada.
Ao apostar na polarização, petistas e pemedebistas paraenses podem estar facilitando o trabalho dos tucanos ao resumir uma discussão que se quer rica em debates sobre a solução dos problemas que nos afligem no mero ou ele ou eu, a mídia barbálhica contra a mídia liberal e os acordos políticos de cúpula com a missão de recrutar eleitores como gado indo pro curral, vencendo as eleições quem ajuntar mais bois e vacas nesse curral.
Quanto ao PT, lamentavelmente parece optar por ser platéia. Aplaudindo ou vaiando, dependendo do protagonista que vencer esse embate. Qualquer que seja o resultado, ficará tão à margem quanto o povo paraense, afinal, os dirigentes petistas contribuem bastante para que o quadro seja pintado dessa maneira. Lamentável!

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