Simão Lorota anunciou que deixará o governo do estado até o dia 8 de abril próximo, conforme matéria publicada ontem(5) no Diário do Pará. Como deixará dia oito? Será que ele não percebe que já deixou há muito de governar o estado, exatamente desde quando transformou a interinidade do seu vice em efetividade, lançando a vontade popular à lata do lixo ao se comportar, ele sim, como interino?
Alegam que ele está gravemente enfermo, daí permanecer mais tempo fora do cargo para o qual foi eleito, embora nada disso seja informado com transparência ao patrão do indigitado saltitante, o povo que o ungiu ao cargo. Por isso, quanto mais ele se ausenta mais aumenta a frustração popular e a sensação de que seu governador foi uma escolha equivocada na medida em que mostra não estar preparado para o enfrentamento dos grandes desafios que se apresentam. Pior, nesses três anos foi mais que um omisso. Foi prejudicial aos interesses do estado ao paralisar obras como a ALPA, perspectiva única até aqui palpável, de nos libertar da condição colonial de 'província mineral'; e foi prejudicial, ainda, ao reduzir o investimento do estado ao seu menor valor em quase duas décadas, resultando disso indicadores sociais e econômicos deploráveis, que nos tornararam campões brasileiros da vergonha em temas como educação, segurança, saúde e IDM de alguns municípios paraenses.
Quanto à doença, a fim de evitar especulações maldosas, deveria o governador ser o primeiro a tratá-la com o respeito devido que qualquer pessoa em situação como a especulada deve merecer. E isso exige transparência e responsabilidade. A ninguém é dado o direito, nem ao mais notório servidor público do estado, de chegar das férias em um dia, segundo O Liberal, Simão reassumiu o governo sexta-feira última(31/01), e menos de uma semana depois já colocar novamente o pé no aeroporto e rumar para São Paulo, como fez Jatene, em um voo da TAM , antes das seis da matina, ontem(05), demonstrando ter acordado bem disposto para deixar o estado que legalmente ainda governa.
Nesse sentido, talvez o melhor fosse a Assembléia Legislativa, como Poder fiscalizador do Poder Executivo, cobrar do titular do cargo uma explicação a respeito desse 'apagão' governamental, em respeito ao povo que foi às urnas e escolheu um governante e um vice. O primeiro pra governar e o segundo pra substituir o primeiro em algumas eventualidades. A inversão desse rito significa grave estelionato eleitoral passível, pelo menos, de cobranças de explicações plausíveis. Simples assim.

Um comentário:
Da-lhe simão!!!!
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