A coluna Painel Político, da Folha de São Paulo, não passa de panfleto a serviço do tucanato paulista isso todo mundo está careca de saber. Mas não precisava ser tão descarada na parcialidade de suas abordagens de certos fatos, como ocorre hoje em relação ao fato do ministro da saúde Alexandre Padilha concentrar atualmente sua agenda mais naquele estado em que disputará o governo, procedimento comum a todos os candidatos com uma vantagem pra Padilha: o programa mais visível do ministério que ainda comanda, o 'Mais Médicos', acaba beneficiando estados mais pobres e mostrando que a presença individual do ministro no lugar onde será candidato não afeta a gestão do MS.
Enquanto isso, fatos escabrosos, do tipo bilhete enviado pelo aparentemente polido Roberto Amaral a José Serra, publicado no livro de autoria de um repórter da casa, transcrito na revista Carta Capital da semana passada, não merece a mínima referência. E olha que ali está resumida toda a vilania existente em uma relação de gangues de malfeitores, em que um diz ao outro que um quadrilheiro não é devedor, mas credor do governo. Governo, deixe-se claro, do tucano FHC tido pelo jornal como um sociólogo arejado e empreendedor. Humhum, pois sim. Se a insinuação a respeito de Padilha não diz nada, ao contrário, a omissão das relações perigosas entre tucanos é reveladora de uma cumplicidade nefasta e lesiva à opinião pública brasileira e compromete seriamente a credibilidade daquele jornal, imponente no formato de conteúdo do nível daqueles panfletos que anunciam a obra de milagreiros. Lamentável!

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