Em 2013, o cinema brasileiro arrecadou R$296 milhões ao levar pra frente das telas algo em torno de 27,8 milhões de espectadores, que assistiram a 127 produções nacionais, evidentemente nem todas de boa qualidade, no entanto, é melhor que tenhamos uma indústria nacional do que ficar refém de blockbusters oriundos da fábrica de torpezas do Tio Sam.
Lembremos que, na década de 70, do século passado, chegamos ter a obrigatoriedade legal de passar filmes nacionais em pelo menos duzentos dias no ano, cumprida quase que integralmente com a exibição das chamadas pornochanchadas, enquanto produções de qualidade muito superior eram boicotadas pela censura do regime discricionário vigente à época, que detestava a reflexão crítica de um tipo de cinema legatário do chamado 'Cinema Novo'.
De qualquer modo, era bem melhor do que o que veio nas décadas de 80 e 90. A primeira, a era do sexo explícito, 'Coisas Eróticas' levou mais de 4 milhões de pessoas aos cinemas; e a segunda, a era da extinção da Embrafilme, por Collor, que nos levou a um longo jejum ou a raras exibições que mal preenchiam os dedos de uma das mãos.
Voltar a esses números é certamente alvissareiro e poderá nos fazer resgatar uma época em que tínhamos a estreia de quase um filme brasileiro por semana. E com a possibilidade, hoje, da exibição de filmes de melhor qualidade, já que os tempos sombrios de D. Solange Hernandez felizmente já ficaram pra trás.

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