Pelo
menos no caso do deputado Pedro Henry (PP), há provas suficientes
para demonstrar que o ministro Joaquim Barbosa errou em sua análise
política para concluir sobre compra de voto parlamentar. Isso não
absolveria o deputado, pois os ministros do STF estão considerando o
simples recebimento de dinheiro através de caixa 2 como motivo para
condenação.
Barbosa
afirmou que o PP não fazia parte da base governista nos primeiros
anos do governo Lula e, portanto, o argumento da defesa de que
votariam naturalmente com o governo sequer se aplica.
O
ministro ignorou completamente a realidade política daquele momento.
Resgato uma notícia de agosto de 2003 , que demonstra o quanto o ministro está equivocado:
O
servidor de carreira da Caixa Econômica Federal (CEF), Edy Veggi
Soares, 44, foi confirmado pela diretoria nacional do banco como o
novo superintendente regional da instituição em Mato Grosso.
A
negociação, que levou oito meses, contou com a intervenção direta
do federal Pedro Henry (PP), a quem, dentro de cota de cargos
estabelecida entre os partidos aliados do governo Lula, teria sido
destinada a vaga.
Pode-se
não gostar do deputado, nem desta forma de nomeação, mas está
absolutamente dentro da legalidade e de acordo com nosso sistema
presidencialista, com parlamento forte. Nomeações como essas
tornaram-se praticamente uma prerrogativa parlamentar. Não há como
governar ignorando essa realidade, repito, goste-se ou não dela.
Quem tem mandato parlamentar e integra a base governista, participa
do governo, e uma das formas de participar é através de nomeações
para cargos.
Obviamente
cargos não são apenas um prêmio. Há deveres e obrigações a
cumprir, como qualquer emprego. Infelizmente há ocorrências de mau
desempenho e até de desonestidade (como ocorre também em empresas
privadas). Nestes casos acabam virando alvos de operações da
Polícia Federal.
Quanto
ao mau desempenho da máquina pública, é o governante que responde
nas urnas, por isso é preciso que a maioria dos nomeados tenham bom
desempenho, senão o governo não se reelege ou não elege o
sucessor.
Além
disso, nas eleições de 2002, o partido de Pedro Henry disputou
coligado com o candidato a governador Blairo Maggi, que estava no
PPS, junto com Ciro Gomes, e apoiou Lula já no segundo turno, logo,
torna-se sim totalmente factível a tese de dívidas de campanha.
Criminalizar
o caixa 2 é prerrogativa do Judiciário. Já criminalizar alianças
políticas, prerrogativas parlamentares e acordos políticos, é
criminalizar a própria democracia na forma definida pela
Constituição de 1988.
(Rede Brasil Atual)


Um comentário:
Blogueiro, eu tive um sonho. E normalmente meus sonhos se tornam realidade. Sonhei que o Alfredo e o Zeraldo é que vão disputar o segundo turno. E quem vai levar esta eleição é o Alfredo. Vamos ver se o sonho desta vez vai se tornar realidade. Acredito que sim, pois estão subestimando muito a militância do PTa
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