O Pará voltou à liderança dos estados desmatadores da Amazônia. Perdeu a liderança da geração de empregos, mas recuperou a do desmatamento na região. É assim. Cada governante estabelece suas prioridades de acordo com os aliados que arranja. Aliado de Carlos Xavier e Sidney Rosa, não poderia ser de outro modo a relação de Simão com esses setores atrasados do agronegócio, que ainda veem a floresta como um "empate".
Mesmo reduzindo o percentual em 15%, em relação ao mesmo período do ano passado, e mesmo que Rondônia proporcionalmente tenha desmatado mais seu território do que o Pará, ainda assim, 2.870 quilômetros quadrados é um número bastante expressivo a demonstrar que esse processo autofágico no interior da base política do governador, que transformou a luta pela criação de dois novos estados a partir da redução do território paraense em um artifício para apoderar-se de terras atualmente sob domínio da União, principalmente para transformá-las em pasto e delas extrair ilegalmente madeira, precisa ser estancado imediatamente e isso não virá como resultado do malsinado programa "Municípios Verdes". Antes, ao contrário, tal programa acaba sendo um complicador na medida em que dá a gestores municipais, dependentes politicamente de contumazes destruidores da floresta, a prerrogativa de administrar aquilo para o qual não estão preparados. Eis o resultado.

Um comentário:
Amigo, tenho dito e escrito: "sabem por que Paragominas é um município verde? porque os madereiros de lá já desmataram tudo o que podiam por perto da cidade. Agora desmatam no Oeste do Pará. A coisa é assim, pela antiga Paragobala eles replantam, a bala, com as armas, as motoserras, os caminhões, etc, etc, as madereiras de Pargominas,enfim, estão por perto de Santarém. É só conferir!
Paulo Weyl
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