Jorge Paz Amorim

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Belém, Pará, Brazil
Sou Jorge Amorim, Combatente contra a viralatice direitista que assola o país há quinhentos anos.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Comando nefasto

Em panfleto distribuido à categoria, a direção estadual do Sintepp soltou a seguinte pérola, "...acreditamos que a nossa pressão fez o Governo Jatene rconhecer o PCCR e, principalmente, assumir o compromisso de implementá-lo..."
Para quem, até o final do ano passado, propunha greve até porque precisava demonstrar solidariedade a outras categorias, essa abstrata crença transpira moderação excessiva, justamente em um momento que o governo tucano claramente enrola para empurrar a implementação do PCCR para um futuro longínquo. E é o próprio panfleto que dá pistas desse enrolation, estranhamente não detectado(será?).
Com efeito, nem a "Velhinha de Taubaté" acredita que seja preciso jogar para agosto e setembro próximos a análise dos documentos dos servidores e, a partir daí fazer os respectivos enquadramentos. Tanto a SEAD quanto a SEDUC tem condições de fazer esse trabalho em julho e iniciar o 2º semestre letivo com todos os trabalhadores da educação já sob a regência do novo plano.
Assim como não passa de empulhação, essa estória de que está se aguardando a publicação da decisão do STF para implantar o Piso Nacional(R$1.187.000,00). Até na Feira do PAAR, é do conhecimento de todo mundo que o Supremo derrubou todas as ações do demotucanalha que tentavam impedir a vigência do piso, reconhecendo a justeza da lei que o implantou, bem como sua oportunidade e constitucionalidade, portanto o piso está em vigor e quem tem vergonha na cara o implanta.
Da mesma forma, qualquer direção sindical que tenha o mínimo de seriedade e respeito pela categoria que representa exige, até através de mandado de segurança se for o caso, o cumprimento imediato da decisão de nossa mais alta Corte. Não faze-lo leva às mais sombrias suspeitas a respeito dos motivos que levaram à essa súbita moderação no comportamento dos dirigentes do Sintepp. Desde as conveniências eleitorais futuras, no que diz respeito especificamente à prefeitura de Belém, até naquilo que é percebido pelo comportamento da senadora temporária Marinor, sempre muito prestativa na soma de sua voz ao coro demotucano, sempre transparecendo uma vã esperança de que uma "força oculta" a ajude a manter-se no cargo por oito anos. De resto, ambas as situações alheias e deletérias aos interesses mais prementes dos trabalhadores da educação. Lamentável!

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