Jorge Paz Amorim

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Belém, Pará, Brazil
Sou Jorge Amorim, Combatente contra a viralatice direitista que assola o país há quinhentos anos.

quarta-feira, 9 de setembro de 2026

Mais um moralista sem moral desmascarado


A decisão de Flávio Dino, reconduzindo Leandro Almada e Andrei Rodrigues à titularidade dos seus respectivos cargos na direção da Polícia Federal, é uma paulada no moralismo neopentecostal do ministro André Mendonça.

À margem das trapalhadas jurídicas cometidas pelo terrivelmente evangélico, a extrema direita festejou  sua postura de investir contra um colega atendeu mais ao falso moralismo que aos termos de uma investigação que pedia cautela.

Até aí, André Mendonça fazia ressurgir a figura icônica do falso moralismo que inebriou o país por alguns anos, o ex heroi Sérgio Moro, que depois mostrou-se em sua plenitude deplorável do ponto de vista legal e fascista do ponto de vista político.

O afastamento do superintendente da PF, pelo ministro André Mendonça, foi uma trapalhada gigantesca que resulta em um desdobramento que leva ao esclarecimento daquilo que motivou esse afastamento, do ponto de vista do comportamento do delegado.

E aí é que a situação conspira a favor do delegado Andrey Rodrigues, justamente por conta das realizações recentes que só aumentam a credibilidade da atual gestão, pois foi sob Andrey que a PF desvendou a teia do assassinato da vereadora Marielle Franco e seu motorista Anderson Rodrigues; o trabalho de investigação contra os golpistas de 8 de janeiro de 2023 e finalmente na prisão do banqueiro que abastecia o esquema de financiamento do fascismo à brasileira, Daniel Vorcaro.

Ao afastar um servidor público que carrega em seu currículo tamanha eficiência, o ministro André Mendonça agiu em favor do crime, ainda que em princío não tenha tido esse propósito. Vale dizer: tomou uma decisão em favor do que há de mais imoral na cena política brasileira.



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