Que as arbitragens no futebol brasileiro apresentam nível baixíssimo, salvo raras exceções, não é novidade pra ninguém. Porém, às vezes as chamadas análises dos especialistas dão a impressão de descer ao mesmo nível do objeto criticado.
Não há rodada do mais importante campeonato disputado no país que não haja polêmica a respeito de decisões tomadas pelas respectivas arbitragens que não provoquem indignação, por conta do peso que essas decisões, que deveriam simplesmente aplicar a regra, acabem influenciando no resultado.
Mas, é inegável que as avaliações feitas por ditos especialistas encastelados em cabines ou estúdios de transmissão desses eventos acabem contribuindo para que esse ambiente torne-se ainda mais conturbado, seja por passionalidade ou outro fator, que mais ajuda a confundir do que esclarecer aquilo que parece confuso.
Essa instabilidade emocional de comentaristas do jogo e do desempenho de arbitragens, por sinal, já contamina até avaliações feitas de jogos de torneios disputados fora do país, mas aqui mostrados sob a ótica desses especialistas tupiniquins, muitos dos quais torcedores de times que disputam esses torneios fora do país.
Ontem, vimos um exemplo claro dessa instabilidade analítica, quando comentaristas e narrador do clássico inglês, Manchester United x Manchster City, fizeram das tripas coração para legitimar a decisão da arbitragem em validar o único gol da partida, feito pelo City, em julgamento inusitado, pois, se fosse árbitro brasileiro, teria sido objeto de uma chuva de críticas.
Interpretado pela narração brasileira como "lance normal" e "gol legítimo", hoje veio a público o gravíssimo erro da arbitragem, flagrante, aliás, porque um atacante impediu a ação do zagueiro, portanto, participando do lance, permitindo ao companheiro fuzilar a meta adversária; com pedido de desculpas seguido de providências pela comissão de arbitragem de lá, ao afastar a equipe do VAR, reconhecendo a falha grave.
Por aqui, tanto arbitragens quanto "analistas" seguem trombando com as regras do jogo.

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