A operação realizada pela Polícia Federal, nesta manhã, no banco Digimais, pertencente a igreja do bispo Edir Macedo, é um primor de autofagia financeira.
Tida como detentora de 2 milhões de fiéis, a Universal do Reino de Deus construiu prédios suntuosos nos quatro cantos do país, fundou um banco e viveu o sonho da chegada aos reinos do céu.
Muita gente eindinheirada lavou dinheiro com doações milionárias ao pastor Edir, todavia, o grosso do dinheiro é oriundo dos mais de 90% dos assalariados que compõe o universo de doadores.
Edir Macedo parece não ter percebido essa nuance, daí ter apoiado um projeto político altamente excludente, conforme constatamos na atuação dos representantes do seu partido na cena política brasileira.
Com efeito, nos quatro anos de fascismo governando o Brasil a economia encolheu, o ganho desse universo de dizimistas definhou, os doadores endinheirados sumiram e isso repercutiu na 'Crença mercenária' imprimida por Edir.
Aí está o resultado: um rombo de R$650 milhões nos ativos do banco de Edir Macedo, bem como o risco de ter o mesmo destino do banco Master e seu braço religioso pertencente à igreja da Lagoinha(MG), ensejando até o dono da Record tendo que tirar dinheiro do cofre pessoal pra tapar rombos do seu banco.
Não por acaso, o pastor Silas Malafaia largou a mão de Flávio 'rachadinha', certamente antevendo prejuízos financeiros, ainda que indiretos pela perda de fiéis, optando, no momento, por postar-se equidistante na disputa eleitoral, esperando lá adiante ver se há algum projeto reacionário viável, para novamente manifestar-se.
Assim, tudo leva crer, fecham-se as portas do dinheiro fácil oriundo da fé que financia o extremismo político. Tomara!

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