Das vinte cidades com melhor qualidade de vida no Brasil, nenhuma fica no Pará; das vinte com pior qualidade, onze ficam no Pará.
Nem as duas cidades paraenses, Canaã dos Carajás e Parauapebas, que estão entre as dez que mais contribuíram com a balança comercial do país, uma em sexto outra e outra em terceiro, possuem qualidade de vida de acordo com a riqueza gerada e explorada.
Pelo contrário. Em Parauapebas, por exemplo, metade de sua população vive com meio salário mínimo por mês, enquanto a cidade arrecadou mais de US$6 bilhões, no ano passado, uma riqueza que ficou, e fica, concentrada nas mãos de uma minoria privilegiada.
Aí está o problema. O modelo de exploração dessas riquezas nunca chega ao povo que de fato é dono delas, por sinal, desde o governo Ana Júlia, quando esboçou-se a criação da ALPA, uma indústria de beneficiamento desse minério extraído do nosso solo e vendido a preço vil e em estado bruto a outros países, que a situação de colonizado é naturalizada e tratada como política de governo, tanto por Jatene quanto por Helder.

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