Depois de oito anos de arrocho salarial generalizado, entremeado com alguns ganhos a setores privilegiados, eis que o governador Helder Barbalho anuncia, ainda para vigorar a partir deste mês, um reajuste linear de 6%, a todo o funcionalismo público estadual.
Diante desse histórico, não há como negar que se trata de medida meramente eleitoreira, conforme atestam os números verificados.
Quando Helder assumiu seu primeiro mandato como governador(1/1/2019), dizia-se que o gasto do tesouro estadual com funcionalismo público era de pouco mais de 48% das receitas correntes líquidas; hoje, segundo números apresentados pelo SINTEPP, esse gasto encontra-se na casa dos 38%, das mesmas RCL.
Ou seja, diante de uma inflação acumulada, nesses oito anos, na casa dos 25% o governador acena com um gesto politiqueiro através de um 'reajuste' que mal cobre as perdas verificadas lá em 2019, quando a inflação foi de 4,31%, quanto mais os oito anos.
Enfim, além de eleitoreira, a iniciativa do governador apenas atesta sua visão neoliberal a respeito do funcionamento do estado, pois considera educação pública, saúde pública, funcionalismo público, não serviços relevantes prestados à população, mas um estorvo às contas dos tecnocratas a serviço desses carreiristas dado o quanto custam, muito embora sejam esses(e muitos outros) serviços que garantem o bem estar de toda uma população, e não discursos demagógicos e mentiras infames assacadas por uma mídia chapa branca, essa sim, bastante custosa ao erário.

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