Jorge Paz Amorim

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Belém, Pará, Brazil
Sou Jorge Amorim, Combatente contra a viralatice direitista que assola o país há quinhentos anos.

quinta-feira, 26 de março de 2026

Afunilando


A poucos dias do encerramento do prazo para filiações partidárias a quem pretende disputar eleições de outubro próximo, o quadro partidário no Pará está assim.

Helder Barbalho, o atual governador e 'dono do pedaço' que cabe a seu partido, o MDB, mantém Hana Ghassan como candidata à sua sucessão, todavia, ainda não escolheu o vice.

Há poucos dias surgiram rumores que Barbalho cogitava 'rifar' o petista Dirceu Ten Catten, para colocar em seu lugar um outro "terrivelmente evangélico" a fim de neutralizar articulações do senador  Zequinha Marinho.

Marinho levou o prefeito e candidato oposicionista à sucessão de Helder, Daniel Santos, para seu "reino", isto é, o Podemos, partido presidido no Pará por Zequinha, outro terrivelmente evangélico, dado como bem cotado para reeleger-se senador.

Eleito prefeito com um discurso muito próximo do fascismo, Daniel deve ter avaliado que teria uma perda considerável desse eleitorado, caso continuasse em uma legenda aliada de Lula, daí a velhaca migração, porém, com um toque da ambiguidade que sempre marca o oportunismo.

A esposa de Daniel, a deputada federal Alessandra Haber, a mais votada no Pará nas eleições de 2022,  deixou o MDB, como era natural, e filiou-se ao PSB, com ficha abonada pelo presidente nacional da legenda, o prefeito de Recife João Campos mantendo, assim, os pés de Daniel em duas canoas.

Assim, até aqui, temos três candidaturas à sucessão de Helder: a imposta pelo governador; o desafeto, Daniel; e pela esquerda a professora Araceli Lemos, já que o ex senador e contraventor penal, Mario Couto, desistiu de concorrer. Veremos se nos próximos dias teremos novidades ou se ficaremos entre o neoliberalismo helderista, o populismo fundamentalista de Daniel e o discurso mais à esquerda de Araceli.

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