Os rios Tapajós, Madeira e Tocantins são fontes seculares de vida para povos ancestrais, daí suas respectivas preservações constituírem-se em atos de soberania às regiões que atravessaram os tempos preservando e renovando a vida na Amazônia.
Por isso, quando o Ministério dos Portos e Aeroportos enfatiza, "nenhuma medida relativa a ações ou serviços no rio Tapajós avançará sem que os povos da região sejam amplamente consultados e sem que todas as normas vigentes sejam rigorosamente cumpridas. O decreto não autoriza concessões da hidrovia nem a realização de obras como dragagem".
Assim, uma nota assinada(em 6/2 último) por Guilherme Boulos(Secretário-Geral da Presidência), Sílvio Costa Filho(ministro dos Portos e Aeroportos) e Sônia Guajajara(Povos Indígenas)barrou aquela forma de ocupação predatória e exploração econômica genocida, que se instalou na Amazônia durante o golpe militar/empresarial de 1964, desgraçadamente ainda hoje ameaçadora em sua sanha destrutiva, em nome de um falso progresso que enche bolsos de poucos, às custas da ameaça de extinção de povos, culturas, modos de vida, história e memória da Amazônia.
Enquanto não forem definitivamente derrotados, porém, esse conluio assassino entre o agronegócio e setores governistas(quais?) seguem sendo a peste camusiana que ameaça a vida.
(Informações extraídas de artigo do frei Betto, publicado no site Opera Mundi)

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