Parece que o conservadorismo adotou definitivamente o mantra da 3ª via, como a encenação que pretende transformar velhas raposas em portadores de um novo projeto político.
Muitos deles apareciam, no início da década passada, maquiados de arautos da alternância do poder como sendo a essência da democracia, porém, embarcaram no banditismo golpista contra Dilma Rousseff.
Desmascarada essa alternância, só cultivada nas derrotas eleitorais, agora voltam com outro mantra lavado e enxaguado nas águas da velhacaria pregando que 'o país não aguenta mais polarização', empulhação insustentável em qualquer debate que se pretenda sério.
Muitos desses velhacos vêm de longe, são legatários da remota polarização entre UDN e PTB do Getúlio Vargas; outros são herdeiros dos tempos de Arena e MDB; outros faziam parte da tripulação daquele navio que tinha um projeto de 25 anos ocupando o governo.
Na verdade, trata-se de um atavismo que nos persegue desde sempre, consolidou-se no império, atravessou para a república, proclamada por um marechal monarquista, o que diz muito a respeito da sede de poder político do conservadorismo e suas manobras para eternizar-se como único o legítimo no país.
Nunca aceitou que a entidade "povo" fosse tratada como sujeito e sempre urdiu as tramas mais sórdidas a fim de promover rupturas, foi assim em 1954, 1964, 2016 e 2018, quando Lula foi impedido de concorrer à presidência, vitimado que foi por ação de um facínora de toga, diante de um STF acovardado ante as ameaças de esbirros mamadores contumazes nas tetas do erário.
Agora, esse tal "centro" que se pretende repaginado, mas que fatalmente adotará seu aumentativo tão logo consiga enganar o eleitor, posando de equidistante das paixões políticas, portador de uma nova forma de fazer política pra passar a imagem salvacionista que oculta sua trucagem, pois, na verdade, é a mesma camarilha que assaltou o estado e propiciou a ascensão do fascismo.

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