Segundo o site do jornal O Liberal, o Banpará investiu R$95,6 milhões de seu Fundo de Investimento em Direitos Creditórios(FIDC) na Reag Trust, braço do banco Banco Master, ambos liquidados pelo Banco Central.
FIDC é um de fundo renda fixa que investe recebíveis futuros como duplicatas, parcelas de cartão de crédito, cheques e contratos de aluguel, em troca os investidores recebem uma rentabilidade baseada no desconto dessa antecipação.
Ou seja, o Banpará pegou os recursos disponíveis pra remunerar clientes e investiu em um conglomerado de fundos, o tal Reag, que oferecia rentabilidade irreal a quem investisse em seus fundos, tanto que foi liquidado por fraudes, pelo Banco Central.
Detalhe: o investimento do Banpará no Reag ocorreu de 2024 e 2025, portanto, até o ano passado.
No entanto, em 2023, técnicos do Banco Central já advertiam a presidência da instituição que o Reag tinha um rombo de R$14 bilhões, 'lastreados' em títulos podres, sem valor de mercado, como os do BESC(Banco do Estado de Santa Catarina), advertência ignorada pelo escorregadio Campos Neto, à época, presidente do BC.
É mais um fundo que peca pela imprevisibilidade e torna-se vítima, consciente, diga-se, pois é pouco provável que uma instituição financeira, com mais de seis décadas de existência, não tivesse informações a respeito do risco que corria ao investir em um 'fundo arapuca', e justamente por isso entrou no radar dos orgãos de investigação.

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