No coração de Paris, a loja chinesa Shein inaugurou sua primeira loja física, com presença maciça de consumidores.
No entanto, do lado de fora da loja, vários manifestantes portando cartazes e diferentes motivos alegados protestavam contra aquela sino invasão.
Havia os que defendiam o meio ambiente, mesmo com alguns portando casacos de peles de animais; outros protestando contra a jornada de trabalho considerada escravista a que são submetidos os trabalhadores da marca chinesa e até os mais sinceros, que defendem a reserva do mercado e do espaço físico apenas destinados a grifes parisienses.
Entre contradições de propósitos, manifestações hipócritas e desafivelar da máscara que vende o falso mito da superioridade europeia, duas coisas ficaram claras no episódio inauguração e protestos: primeiro, a China veio pra ficar em um lugar outrora chic, hoje já levando em conta preços baixos na hora das compras de roupas; segundo, o capitalismo não tem o menor pudor em escancarar sua falsidade retórica, ao não renegar sua opressão colonial, mas falar que os trabalhadores chineses são explorados pra fabricar produtos tão competitivos. Credo!

Nenhum comentário:
Postar um comentário