Jorge Paz Amorim

Minha foto
Belém, Pará, Brazil
Sou Jorge Amorim, Combatente contra a viralatice direitista que assola o país há quinhentos anos.

quarta-feira, 20 de novembro de 2024

Seleção brasileira, entre o passado e o futuro


Enquanto aguardamos a prisão do restante da quadrilha de facínoras que queria anistia antes mesmo de ir pra cadeia, vamos falar de seleção brasileira?

Todos aqui sabem, penso eu, que o líder, vice líder e terceiro colocado no campeonato nacional são treinados por estrangeiros; e o quarto colocado é comandado por um "mestiço", Felipe Luís, um brasileiro que fez maior parte de sua carreira na Europa.

Ora, isso não é mera coincidência. Reflete a atual situação da pátria de chuteiras que vive entre o passado glorioso e um futuro assustador, onde o ex melhor futebol do mundo viu seu uniforme virar chacota ao vestir uma chusma de fascistas que acredita ter feito contatos com E.Ts., entre outras bizarrices.

Dentro do campo e longe dos surreais acampamentos que clamavam por golpe de estado, após a eleição de 2022, não é menos aflitiva a situação da nossa seleção, ora em 5º lugar nas eliminatórias que classificam times pra Copa de 2026, correndo risco de ter que disputar repescagem, caso continue a mostrar futebol tão indigente.

Entre a necessidade de vender seu produto e a honestidade jornalística, nossa mídia esportiva coloca seus pés nas duas canoas e invoca o passado para evitar falar aquilo que todo mundo vê: que não somos mais o que fomos de 1958 até mais ou menos 1970 e continuamos em queda livre a cada ano, justamente por não enfrentar a dura realidade.

Não temos treinadores brazucas capazes de nos fazer melhorar no cenário mundial, muito menos temos profissionais capacitados pra formar nossas divisões de base capazes de superar o atual estágio, daí a reprodução da catimba, da simulação, da encenação no lugar do aprendizado verdadeiro daquilo que é exigido, isto é, o jogo coletivo conforme praticado atualmente.

Como superar isso? Sei lá. Alguém sabe? 

Nenhum comentário: