Tarcísio de Freitas, o engenheiro boçal que caiu de paraquedas no Palácio dos Bandeirantes, descobriu a pólvora: a greve dos trabalhadores tem "motivação política".
A direita não se recicla, se renova ou cria algo que ao menos tire da monotonia aquela retórica indigente e repetitiva ad nauseam; com efeito, era isso que os milicos de 64 e seus áulicos diziam de greves.
Claro que greves são manifestações políticas, de segmentos sociais que se sentem lesados diante da incúria do poder público, este tomando medidas restritivas de direitos e conquistas daqueles que se sentem lesados.
Trabalhadores da SABESP, da CPTM, do Metrô sabem que a venda desses patrimônios públicos implica em perda de postos de trabalho, arrocho salarial e outras perdas na medida em que o foco da empresa sob um dono privado é outro.
Conforme nos mostraram ao longo das últimas quase quatro décadas, as privatizações pioraram tudo no Brasil, seja na telefonia, na distribuição de energia elétrica, na exploração mineral, enfim, onde houve a prevalência do lucro sobre a prestação de um serviço o estado brasileiro precarizou-se.
Além disso, de 2003 a 2015, quando governos de centro esquerda governaram o país e estancaram a sangria desatada da venda do patrimônio público, foi quando mais o país se desenvolveu economicamente a partir da intervenção do estado como indutor do desenvolvimento.
Com efeito, as áreas que o alienado e boçal Tarcísio quer privatizar não dão prejuízos, não têm perspectivas de mudanças para melhorar seus desempenhos sob um dono privado, enfim não há qualquer estudo técnico ou opinião sensata que justifique essas tenebrosas transações, apenas aquilo que sempre moveu a súcia privata: ganância por dinheiro.

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