Essa tal de reforma eleitoral, que o Congresso está prestes a votar, pode muito bem já ficar denominada de Lei da Ficha Suja, tamanha é a bondade destinada a delinquentes eleitorais.
Prevê, a famigerada proposta, anistia a quem comete crimes de desvios de recursos do fundo partidário destinados às minorias; pior, cria a possibilidade do desvio desses recursos a homens e reduz o prazo de inelegibilidade, entre outras malandragens.
Ou seja, o patife pode cometer crimes, ser condenado em duas instâncias, mas não ficará inelegível enquanto estiver exercendo o mandato, podendo procrastinar ad infinitum a tramitação de seu respectivo processo e tudo sem o risco da perda do mandato antes do término deste.
Reflexo desse Congresso eleito sob o fascismo e com a unção de dezenas de patifes, é nítido o retrocesso político experimentado pelo país a partir de sua atuação, mitigada, felizmente, porque não conseguiram eleger seu comparsa pra continuar chefiando o Poder Executivo, mas, lamentavelmente, só em uma próxima legislatura será possível higienizar o ambiente.

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