O prefeito de Belém, Edmilson Rodrigues(PSOL), em uma iniciativa inovadora, encontrou-se com o embaixador de Cuba no Brasil, Rolando González, afim de firmar contrato para aquisição de vacinas.
Cuba fabrica duas já em fase avançada, tanto que está por vacinar 1,8 milhão de cubanos como testes clínicos que comprovem a eficácia desses imunizantes, podendo chegar a Belém daqui a quatro meses.
Todos sabemos da excelência cubana na área médica, daí ser quase certo que essas vacinas serão eficazes e aqueles que a adquirirem certamente terão resultados positivos na vacinação de suas respectivas populações.
O problema é que a liberação da Abdala e da Soberana2, as ditas vacinas cubanas, dependerão do aval da Anvisa, nossa agência sanitária que trocou parâmetros científicos que norteavam seus trabalhos, pela politicagem.
Vide o caso da SputinikV, a vacina russa adotada em quase setenta países por apresentar 96% de eficácia, está barrada no Brasil por pressão da Casa Branca ao governo brasileiro, conforme documentos referentes ainda ao governo Trump.
Mesmo a Rússia sendo hoje um país capitalista, ainda é muito forte a presença do estado, daí o Instituto Gamaleya, produtor da vacina russa, investir na inovação tecnológica sem a preocupação com retorno financeiro, o que contraria os interesses dos laboratórios multinacionais dos EUA e Europa.
Diante disso e do longevo e abominável bloqueio econômico do governo estadunidense à Cuba, as chances de Edmilson obter sucesso nessa aquisição tornam-se mais reduzidas, todavia, diante da posição do governo estadunidense a favor da quebra de patentes dos imunizantes contra o coronavírus, é plausível esperar que não interfira na negociação entre duas nações soberanas.


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