Pela conjuntura atual, não temos certezas mas temos convicção que vai haver eleição, sem o voto impresso, e Bolsonaro deve ser derrotado nesse momento em que cerca de 80% da população brasileira o repudia.
A volta do Carluxo ao comando da comunicação pública emanada do Palácio do Planalto trouxe de volta o tom Sylvio Frota, em substituição ao dado por Golbery do Couto e Silva, mas tende ser tiro curto.
Carluxo crê que as milícias e quejandos são capazes de sustentar um arroubo autoritário de Bolsonaro, caso a situação deste fique insustentável do ponto de vista político/institucional, com o prolongamento do mandato presidencial como objetivo.
Com efeito, pai e filhos boçais sonham com um Capitólio à brasileira, um tipo de quartelada sem quartel e sem estratégia, onde uma ação brusca poderia minar as instituições, inclusive imobilizando o comando das Forças Armadas e neutralizando uma contra ofensiva.
Essa mistura de estupidez, arrogância e devaneios autoritários parece estar na raiz das expectativas bolsonaristas, tanto que o rito político continua à margem e nem preocupação com a filiação partidária Jair parece ter, por considerar isto como acessório aos planos.
Talvez, o melhor que a sociedade tenha a fazer nesse momento, através dos poderes que a representam, seja usar os rigores da lei contra os trocentos crimes de responsabilidades praticados pelo capitão reformado à frente da presidência da República, antes do período eleitoral chegar e o cenário político vire palco de aventureiros dados a aventuras autoritárias.


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