Jorge Paz Amorim

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Sou Jorge Amorim, Combatente contra a viralatice direitista que assola o país há quinhentos anos.

quinta-feira, 22 de abril de 2021

Quando a vida não vale nada, a morte pode ser um bom negócio


O título acima, foi tomado emprestado do filme 'Por uns Dólares a Mais', de Sérgio Leone, um bang bang supimpa que relata a prosperidade financeira de caçadores da cabeças de párias, após o fim da Guerra de Secessão.

Aqui, me vem à mente o argumento do filme italiano, ao ler no portal UOL como a fortuna dos mercadores de saúde no Brasil multiplicou-se entre 2020 e 2021, justamente o ano em que a pandemia matou centenas de milhares de brasileiros.

Só o dono da rede de hospitais privados D'Or viu sua fortuna saltar de US$2 bilhões, em 2020, para mais de US$11 bilhões este ano; mesmo caminho trilhado pelos proprietários dos planos Amil e Hapvida e mais alguns, todos muito bem remunerados nesse momento de desgraça geral, menos para eles.

Ainda há aqueles 'especialistas' de merda que atribuem o sucesso financeiro à abertura dessas empresas ao capital externo, de resto, dissimulação cínica na medida em que essa abertura vem desde o ano de 2015, no entanto, só agora durante a pandemia é que jorrou o dinheiro na horta desses negociantes.

Esse é o retrato da saúde no Brasil sob o neoliberalismo selvagem, imposto pelo golpe de 2016, em que as estatísticas mostram que a morte ataca principalmente quem não tem a simples chance de ficar em casa porque o governo fascista recusou-se a amparar a população mais vulnerável economicamente.

Desgraçadamente, caminhamos no rumo das 400 mil mortes, provavelmente daqui para o mês seguinte, no entanto, a morte segue sendo um bom negócio, pois colocou nove negociantes privados da saúde humana na lista dos bilionários da revista estadunidense Forbes. Lamentável!

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