Segundo rumores vindos de Brasília, Bolsonaro estaria disposto a recriar o Ministério do Planejamento e lá colocar Rogério Marinho, atual ministro do Desenvolvimento Regional.
Rogério é arquinimigo do agiota Paulo Guedes e há muito defende uma outra orientação à política econômica do governo, capaz de reacender a popularidade de Bolsonaro através de medidas mais assistencialistas.
E, para o atual posto ocupado por Marinho, seria deslocado um senador indicado por Davi Alcolumbre, ex presidente do Senado e bolsonarista convicto, reforçando essa nova orientação econômica menos neoliberal.
Segundo pesquisas recentes de avaliação do desempenho do governo, chegou a mais de 50% o percentual de ruim/péssimo como conceito que a população tem do governo, algo que intensificou a busca por uma 3ª via conservadora.
Além do mais, amanhã provavelmente começará a funcionar a temida, por Bolsonaro, CPI do Genocídio capaz de fazer estragos políticos ainda mais graves na já combalida imagem presidencial, daí a urgente busca por recuperação dessa imagem.
Talvez, já seja um pouco tarde para essa mudança de orientação da política econômica do governo, principalmente porque pode provocar uma outra turbulência, a saída de Paulo Guedes, inconformado pela implosão de sua pasta.
Assim, além da CPI, o governo perderia um segmento que até aqui sustentou politicamente seu governo: o mercado financeiro, que ganhou rios de dinheiro com a crise, mas não quer perder um centavo, seja lá qual for o motivo da perda.


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