Jorge Paz Amorim

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Sou Jorge Amorim, Combatente contra a viralatice direitista que assola o país há quinhentos anos.

quarta-feira, 28 de abril de 2021

A Anvisa comporta-se como 'puxadinho' do gabinete genocida



O médico infectologia Marcos Caseiro avalia como absurda a decisão da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que recomendou a não importação da vacina russa Sputnik V. “Não tem o menor sentido. Não tenho dúvida que há um viés político, de análise de procedência, nessa decisão. É um absurdo. É uma vacina que já teríamos na mão para adiantar esse caos que vive o país por causa da pandemia do coronavírus”, afirma.

Caseiro diz que é importante considerar que a Anvisa pode levantar algumas questões relacionadas a documentações que possam faltar. “Mas eles fizeram algumas considerações inaceitáveis”.

“A Anvisa é um órgão burocrático, ou seja, não faz nenhum estudo laboratorial. Eles não pegaram a vacina e estudaram laboratorialmente para ver se tem vírus vivo ou não. Eles simplesmente pegaram documentação e leram”, ressalta.

Para o infectologista, é muito improvável que os técnicos da Gamaleya (laboratório biológico russo) tenham mandado documentos com alguma irregularidade.

Além disso, prossegue, a Sputnik V já foi aceita em mais de 62 países e passou por órgãos regulatórios de renome na própria Rússia, no México, na Argentina e em diversos outros países.

EUA e Europa

“Ainda que não tenha passado na União Europeia e nos Estados Unidos, isso também não tem significado. Por exemplo, essa que nós estamos usando aqui, a AstraZeneca, que é da Fiocruz, não foi aprovada nos Estados Unidos. Lá, nesse momento, só estão aprovadas para uso emergencial a Pfizer, a Moderna e a Janssen. Mesmo assim, vão comprar 62 milhões de doses e devem doar para outros países”, revela Caseiro.

Ele diz, ainda, que a Sputnik teve estudo publicado em fase 3, em revista internacional, e questiona: “Alguém ouviu falar de relato de problemas em algum desses países?”.

Na opinião do médico, a Anvisa foi excessivamente rigorosa na análise da vacina russa e muito pouco rigorosa na análise de outras vacinas. “Por exemplo, a CoronaVac não tem publicação na fase 3”, acrescenta.

(Revista Forum)

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