Jorge Paz Amorim

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Sou Jorge Amorim, Combatente contra a viralatice direitista que assola o país há quinhentos anos.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2021

O livro bomba de Eduardo Cunha parece que não passa de livro traque


 

Pelo que foi destacado até aqui, o livro publicado por Eduardo Cunha, "Tchau Querida, o Diário do Impeachment", sobre o golpe contra a presidenta Dilma Rousseff que resultou na instalação de dois sucessivos governos espúrios, tende a ser uma decepção no seu conteúdo sensacionalista.

Nessa toada logo, logo a fama marqueteira de 'livro-bomba' terá de ser encarada dentro de suas reais dimensões e adaptada à realidade, passando a obra literária daquele ícone da gatunagem brazuca ser chamada de 'livro-traque', dado o óbvio clima de déja vu naquilo que até aqui foi revelado.

Dizer que Michel Temer foi o artífice daquela sordidez não é novidade alguma; assim como é manjada a informação que Rodrigo 'Nhonho Botafogo' Maia aproveitou a ocasião pra tentar virar protagonista na cena golpista, algo que só conseguiu de fato em 2018, depois que o povo puniu os demistas de primeiro escalão.

Pelo visto, Cunha omite os bastidores daquela sessão de infâmias, ocorrida no dia 17/4/2016 quando Dilma foi afastada, quando muitas especulações à sorrelfa foram feitas, inclusive a de que cada voto pelo afastamento de Dilma custou algumas dezenas de milhares de reais como recompensa para cada salafrário que votou pelo golpe.

Isto, sim, seria bombástico, e não a participação evidente e escancarada de salafrários inconformados com o ocorrido em 2014, nas eleições presidenciais, e já preocupados com o que ocorreria em 2018, quando Lula seria o candidato do PT e a bandidagem togada, midiática, conservadora, banqueira et caterva nada poderia fazer legalmente pra impedir sua vitória.

Cunha ainda deve ter milhões de motivo$$ pra silenciar sobre os fatos mais escabrosos daquela sessão de horrores que dirigiu, afinal, mulher e filha daquele sacripanta continuam impunes judicialmente, mesmo depois que o juiz ladrão Sérgio Moro deixou de protegê-las com sua toga enlameada, comprovando que a podridão mais fétida continua exalando mau cheiro subterraneamente.

Enfim, a tal 'obra' já nasce fadada ao fracasso na sua intenção de causar frisson medida em que seu principal ingrediente, o desnudamento de malfeitorias que ajudariam a entender aquele processo tóxico, segue intocado  e sem que haja qualquer vestígio de que serão revelados a curto ou a médio prazos, sem que o delator viesse sofrer dissabores ainda maiores do que a cadeia que ora curte. Lamentável!

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