Gigantesca, a lista daqueles que importam a amêndoa produzida no Pará, para depois nos vender o chocolate por preços quintuplicados ou talvez até mais caros.
São cerca de 142 MIL toneladas/ano exportadas, principalmente à Bahia, que até reduziu suas lavouras certamente por ser mais econômico comprar a nossa matéria prima.
Estamos, com efeito muito longe de agregar valor a essa matéria prima fazendo dela o minério de nossa mesa, pelo preço vil pago por ela enquanto grandes fábricas faturam rios de dinheiro.
Mais desolador é ver que tem gente que festeja essa condição colonial, como legítimos descendentes daqueles fazendeiros que assistiam a coroa portuguesa vender nossa cortiça pra Inglaterra, depois comprando as rolhas por preço astronômico. Triste!


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