A vida assombra a arte, assim como certos protagonistas da cena política acabam por misturar-se à fantasias pessoais, quando muito longevos no ofício.
Talvez por aí encontre-se explicação do ato falho, uma gafe, quem sabe, do presidente do TJE, ontem, em cerimônia no IV Distrito Naval, em Ponta de Padras, quando chamou a deputada Elcione Barbalho de 'Elcione Morgado', provocando um ar de riso na deputada Simone Morgado, esta também uma ex do senador.
Curioso porque Elcione separou-se de Jader no século passado, porém, atravessou esse tempo conservando o sobrenome Barbalho, parecendo no imaginário de muita gente onipresente na vida íntima do ex-marido a ponto de provocar esse tipo de situação, provavelmente fruto de avaliação subjetiva e involuntariamente manifestada em público.
A possível fusão de imagens, feita pelo desembargador Ricardo Nunes, é que nos leva a refletir a respeito dos limites entre fantasia e fantasmagoria, com esta atravessando o tempo daquela e misturando-se a outros personagens surgidos no enredo.
Certa vez, um vassalo midiático perguntou ao senador se o poder era afrodisíaco. Segundo tititis de bastidores, à época a pergunta foi mal digerida porque ocorreu durante a consumação da separação do casal Barbalho na vida a dois, embora continuassem aliados na política.
Quanto a esses estimulantes sob inspiração da deusa Afrodite, como um quase octogenário Jader possivelmente deve ter adquirido a expertise que afaste qualquer assombração da fantasia, deixando que os seus efeitos constrangedores ocorram apenas em público, sem atravessar as quatro paredes da fantasia e de sua intimidade. Mas que assusta, assusta. Credo!

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