O PT tem mais de 2 milhões de filiados, registrados no TSE; tem mais de 20% da preferência do eleitorado brasileiro, o que trocado em números de uma eleição nunca é menos de 1/3 dos votantes.
Esses números fazem da sigla de Lula a maior já surgida na história política do país, solidez ainda mais notável quando constatado que é bombardeado diuturnamente, há décadas, pelo consórcio midiático que monopoliza a informação nos meios de comunicação tradicionais, sem que consigam alcançar seu intento de destruir o partido.
Por isso, quando confunde esse capital político com voto de cabresto, é Ciro Gomes que é digno de repulsa, jamais de pena, porque não se deve lamentar o fracasso provável de alguém que usa de meios espúrios pra alcançar objetivos.
Ciro é um mix de aprendizado em Harvard, discurso nacionalista precariamente assimilado e um longo estágio no coronelismo nordestino que o fez truculento e pouco afeito ao debate político, sempre achando que a divergência é uma ofensa à sua arrogância.
Portanto, sua bateria de diatribes contra a presidenta nacional do Partido dos Trabalhadores nada mais é do que o desnudamento de um perfil que se mostrava apenas em sombras cavernosas e agora não pode mais ocultar suas características, conforme referido acima.
Nem que Ciro resolva assumir publicamente a postura de um Bolsonaro de centro, conseguirá fazer com que adentre o universo eleitoral dos mais jovens, tomando do jagunço reformado aquela parte do eleitorado alienada que sente os efeitos da estupidez de ter apoiado o golpe.
Como está fechando a porta à esquerda, acabará falando para poucos nos corredores das eleições, auto condenando-se a uma votação que não alcançará dois dígitos, logo, insuficiente para torná-lo competitivo ou uma liderança a ser escutada.
Ao contrário do que supõe Ciro, a esquerda não tem dono, mas tem norte ideológico que sempre ultrapassará as fronteiras eleitorais. Ignorar isso é suicídio. É mais: algo digno de desprezo.

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