Jorge Paz Amorim

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Belém, Pará, Brazil
Sou Jorge Amorim, Combatente contra a viralatice direitista que assola o país há quinhentos anos.

domingo, 6 de maio de 2018

A Vale nada vale para o Pará

Definitivamente, o Pará virou um puxadinho geopolítico da Vale. Segundo os dados econômicos recentemente divulgados, de cada 1 real gerado pela extração mineral, 0,96 representam lucro das empresas, especialmente da ex-estatal.
Definitivamente, o Pará virou um puxadinho geopolítico da privatizada Vale, que ano passado tirou de lucro 0,96 de cada real gerado pela extração mineral em nosso território.

Um outro dado alarmante é que a extração mineral cresceu mais de 13%, no ano passado,
dado fundamental para que o Produto Interno Bruto(PIB) brasileiro não fosse ainda mais insignificante do que foi.

No entanto, esses números espetaculares para a iniciativa privada praticamente nada significaram em termos de melhoria de receita para o estado do Pará, que continuou sob indicadores econômicos haitianos, mercê de um governo estadual fraco e incapaz de lutar pela reversão dessa pilhagem de nossas riquezas, em troca da cessão de migalhas para alguns poucos.

Continuamos ver o valor agregado ao minério extraído daqui ser remunerado na região Sudeste, assim como a extração mineral pagar alíquotas pornográficas, em troca das milhões de toneladas de minério surrupiadas de nosso território.

Fico a pensar em um exemplo singelo que muito bem ilustra o que poderíamos ser, caso a Vale pagasse preço justo pelo que nos surrupia. Por exemplo, se patrocinasse nosso falido campeonato regional certamente teríamos uma disputa mais acirrada e de melhor nível na medida em que haveria mais investimentos.

Com isso, a dupla RexPa poderia estar em posições mais relevantes no cenário nacional, mercê de um patrocínio digno deste nome feito pela Vale, em troca de tudo aquilo que tira do nosso território. E com retorno garantido, conforme atestam  os respectivos comportamentos das torcidas de ambos.

Infelizmente, esse é um assunto tabu na mídia local por conta da cumplicidade em troca de patrocínios chinfrins que recebe para omitir-se, daí o assunto constituir-se tabu e tudo ficar como está. Uma pena!

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