Jorge Paz Amorim

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Sou Jorge Amorim, Combatente contra a viralatice direitista que assola o país há quinhentos anos.

terça-feira, 3 de abril de 2018

Simão Azeredo Guerra, a dança da impunidade



Carregando nas costas quase tudo quanto é delito imputável a servidor público, previsto no Código Penal Brasileiro, Simão Jatene terá contra si o julgamento da AP Nº 827/05 marcado para amanhã.

Como indica o número do processo, treze anos após a abertura do procedimento jurídico, este vítima do enorme cipoal protelatório quando convém à toga aplicar aos que lhe são simpáticos.

Jatene já teve o desplante de pedir a prescrição do processo, ardil recorrente de todos aqueles cuja defesa não possui elementos para enfrentar a acusação, então, escondem-se em uma gaveta da toga.

No caso presente, desconfio que ainda não será dessa vez que Jatene terá julgamento conclusivo, sendo mais certo que prevaleça o método Azeredo, tucano condenado a 20 anos de cadeia, porém beneficiário da labiríntica tramitação prevista no direito subjetivo que o deixa livre e solto. Leve, é pouco provável.

A defesa de Simão pode ser beneficiária de um pedido de vistas, feito por algum ministro daquela Corte, seguido de pedido da defesa por desaforamento da Ação, o governador deve desincompatibilizar-se no próximo sábado e seu processo teria que voltar à 1ª Instância.

Depois, caso eleito senador, seu processo terá que ir bater no Supremo Tribunal Federal, onde sua longa impunidade será legalmente preservada pela imunidade parlamentar adquirida nas urnas.

Assim , o mais provável é que Simão Jatene adie para a terceira década deste século o julgamento das inúmeras acusações de falcatruas contra si, cometidas logo no inídio deste século, sendo até possível que passe do efeito Azeredo, já citado, há mais de dez anos condenado e impune; para o desfecho Sérgio Guerra, aquele tucano que morreu sem que ajustasse contas com a justiça.  

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