
O PMDB foi o principal articulador do golpe que derrubou sem qualquer culpa Dilma Rousseff e ungiu de forma espúria Michel Temer na presidência do país.
É verdade que tinha o Aécio na linha de frente, sem ele jamais a Rede Globo embarcaria na canoa pemedebista, talvez até preferisse Dilma a Temer.
O objetivo da Globo e dos tucanos era o golpe dentro do golpe. Temer/Cunha liderariam o movimento de derrubada da presidenta legítima, depois seriam derrubados, restaurando-se o mandonismo da direita através dos comparsas PSDB/DEM.
Não deu. Temer fez trocentas reuniões nem tão secretas com Gilmar Mendes, resultando delas um arsenal de provas contra a cúpula emplumada, munição suficiente pra neutralizar os golpistas dos golpistas.
O DEM pulou fora, o PSDB rachou e o PMDB tornou-se hegemônico no governo e foi fazer o que mais sabe: usar a máquina pra fortalecer-se regionalmente.
De volta à sua realidade, trocou de nome, voltou a ser MDB, percebeu que Lula é a maior liderança política do país, o que fez as maiores lideranças da nova/velha sigla dar uma guinada ao centro.
Foi nessa toada que parlamentares como Jader Barbalho e Renan Calheiros boicotaram a joia da coroa golpista, a reforma da previdência, e passaram a defender o direito de Lula ser candidato.
Na prática, parte do agora MDB insurgiu-se contra a parte final do golpe orquestrado em 2016: impedir a a candidatura de Lula em 2018, até por questão de sobrevivência, pois a tendência com novo golpe é que PSDB e DEM tornem-se os dois maiores do campo conservador.
Sem o respaldo do STF e sem o partido que comanda a máquina do governo golpista como aliado, só resta a Globo e seus aliados tentar mais uma ofensiva a fim de consolidar a parte final do ardil parido ano retrasado.
É nessa conjuntura que surge Barroso, o novo enfant térrible da direita, o único capaz de fazer frente a Gilmar, desnudar os esquemas de ladroagem de Michel Temer que resultem na deposição do usurpador.
Já há quem fale até na carta-renúncia de Temer. Depois disso, na linha sucessória está Rodrigo Maia o presidente da Câmara Federal, que assumindo a presidência da República torna-se candidato natural à reeleição, algo que já está sendo trabalhado discretamente.
Resta saber se Maia, conhecido no submundo do crime de colarinho branco como 'Botafogo', resistirá ao bombardeio com que contratacariam os emedebistas golpeados, ou se chamará os militares para a 'manutenção da ordem'.
Conclusão, quanto mais Lula se consolida o favoritismo de Lula, mais distante fica a eleição de realizar-se. E, ironia, a necessidade urgente da direita depor o usurpador que colocou no poder, pois atualmente ele é um obstáculo à continuidade do golpe.

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