Jorge Paz Amorim

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Belém, Pará, Brazil
Sou Jorge Amorim, Combatente contra a viralatice direitista que assola o país há quinhentos anos.

quinta-feira, 1 de março de 2018

As heranças de Simão


Colhendo frutos(amargos) no noticiário do dia-a-dia, sobre as heranças que Simão Lorota deixará ao sucessor, percebo três que particularmente provocarão bastante dor de cabeça ao ocupante da cadeira a partir de janeiro próximo, com o risco de não recuperação em tempo hábil.

Primeiro, a segurança pública destroçada pela falta de efetivo, a proliferação de milícias particulares, além da má distribuição do policiamento, que nos fornece situações vexatórias como ter centenas de policiais em determinados prédios que abrigam figurões, enquanto escolas públicas não conseguem sequer um escoteiro que as ajude a enfrentar as agruras de assaltos continuados, feitos por meliantes impunes.

Segundo, as outrora cantadas em verso e prosa contas governamentais em desarranjo convulsivo, capaz de impor ao funcionalismo a falta de pagamento dos salários nos últimos meses deste ano, em razão do péssimo resultado econômico financeiro da arrecadação, principalmente depois que se soube que o governador meteu a mão no orçamento da seguridade social a fim de pagar salários do pessoal da ativa, ano passado.

Terceiro, diante da notícia que carece de reparos uma sucayeada estação de bombeamento da água tratada que abastece a região metropolitana de Belém, com risco iminente de rompimento e a consequência imediata de deixar sem água tratada uma população de 500 mil habitantes, isto caso o conserto seja em tempo hábil, coisa que a inabilidade recorrente faz temer pelo pior, transformando parte da população em vítima da seca tucana, como ocorreu em São Paulo, quando grande parte da população metropolitana daquele estado enfrentou situação parecida.

Deve haver outras bombas de efeito retardado, imediato, de alta destruição do sossego social, enfim, tudo aquilo que virá como consequência desses oito anos continuados e mais quatro somados alternadamente da passagem de Simão pelo governo do estado, presente em todos os grandes momentos de desastre administrativo que se abateu sobre o Pará desde que os tucanos surgiram como força política.

Sobreviveremos, certamente, mesmo que não se saiba quanto tempo teremos de recuperação, isto em uma previsão otimista que não ocorra no estado aquilo que aconteceu na capita paraense, quando um flagelo foi sucedido por uma tragédia e a cidade experimenta viver um dos seus mais deprimentes momentos. Triste!

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