Quando foi eleito intendente de Belém(cargo que hoje equivale ao de prefeito, 1891/1894) José Coelho da Gama e Abreu já havia ocupado vários cargos públicos, dentre os quais diretor de obras públicas da Província do Pará.
E foi nesse cargo estadual que criou o Bosque Rodrigues Alves, ícone do planejado bairro do Marco, o Palácio Antônio Lemos e o Museu de Arte de Belém, dentre tantas realizações que apontam pra uma visão planejada da cidade, coisa totalmente ausente na atualidade.
Por isso podemos afirmar, sem medo de errar, que Zenaldo Lorota Jr é o anti Gama e Abreu, não só por sua inoperância na administração do dia-a-dia, mas principalmente pela total ausência de uma visão mais harmoniosa da cidade.
O que ocorreu hoje é fruto dessa indigência e incompetência para o exercício do cargo, mesmo depois de passar décadas preenchendo cargos públicos, todavia sem ter acrescentado um milímetro de inteligência e honestidade intelectual ao seu currículo de homem público.
Gama e Abreu foi deputado, foi servidor público e foi prefeito, por isso hoje é lembrado até na toponomástica da cidade, embora isto signifique pouco diante de homenagens estapafúrdias. Mas, no caso do idealizador do "Rodrigues Alves", inspirado no parque 'Bois de Bologne', em Paris, a homenagem é justa.
Já Zenaldo mal terá sua foto estampada na galeria daqueles que ocuparam o cargo de alcaide. Bem apropriado que seu retrato esteja ao lado de Duciomar Costa. E ambos serão lembrados pelo que deixaram de fazer, mas também pelo que fizeram de mal a ponto de virarem símbolos da patetice administrativa.

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