Deve ser encarado como ato falho a manifestação diversionista da governadora, ao transferir a culpa da privatização da Cosanpa à uma lei federal.
É sintoma que Hana carrega no íntimo o sentimento de culpa por um ato privata, tão lesivo aos interesses do povo como foi a venda Celpa, pelo tucano Almir Gabriel, venda execrada à época pelo PMDB.
Voltando a Cosanpa, lógico que não há lei federal alguma que tenha obrigado essa tenebrosa transação, mas, uma lei aprovada na Alepa, sem maiores debates e a toque de caixa, que autorizou Helder a transferir o controle acionário à iniciativa privada.
Por sinal, a atual governadora e candidata do MDB à reeleição tem dado sinais de descontentamento com os rumos tomados pela nova concessionária na administração do setor, derrubando várias medidas da companhia, principalmente as que oneram o bolso do contribuinte.
Pode ser mero jogo de cena, diante da disposição demonstrada pelos opositores de revisar a legitimidade e legalidade dessa malsinada venda, porém, pode ser também a forma de manifestar sua contrariedade com esse desgaste que herdou do antecessor e caiu no seu colo como bomba.

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