Jorge Paz Amorim

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Belém, Pará, Brazil
Sou Jorge Amorim, Combatente contra a viralatice direitista que assola o país há quinhentos anos.

sexta-feira, 14 de agosto de 2026

Peças de ficção


E chegou o período das declarações obrigatórias de bens patrimoniais para quem quer concorrer a um mandato eletivo.

Verdadeiros exercícios de ficção, elas sempre funcionam como um biquini: mostram muto menos daquilo que a imaginação sabe existir.

No âmbito presidencial, chamou a atenção a declaração do candidato do PL, mesmo que seu patrimônio tenha crescido cerca de 350%, de 2018, ano da última declaração pra cá.

É que o bem mais valioso declarado é a mansão onde mora, em Brasília, avaliada, segundo a declaração, em R$6 milhões, metade do preço que imobiliárias garantem que aquele imóvel vale.

Aqui no Pará, chamou a atenção o caso do ex governador e candidato ao Senado, Helder Barbalho, tomado de um estranho surto de franciscanismo que o fez empobrecer nada mais nada menos do que R$3 milhões, em relação a declaração feita em 2022.

Já um dos seus adversários, o delegado Eder Mauro, mostrou que seu patrimônio cresceu cerca de 12%, da última declaração(2022 pra deste ano), embora a quantidade de imóveis que diz possuir atinja a casa dos dois dígitos, no melhor estilo boçalnarista, onde há distância entre o valor declarado e real.

Como a justiça eleitoral absorve sem fazer careta essas aberrações, tudo passa como normal, os valores declarados são dados como reais e a renda desses caras de pau vai mostrando ao país que a mentira nas campanhas começa bem  da entrada em cena, isto é, começa na hora da apresentação das dessas credenciais.


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