Jorge Paz Amorim

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Belém, Pará, Brazil
Sou Jorge Amorim, Combatente contra a viralatice direitista que assola o país há quinhentos anos.

segunda-feira, 13 de julho de 2026

Banditismo legislativo


Agora que o ministro do STF, Flavio Dino, deu um pontapé no biombo da impunidade e mostrou a promiscuidade que caracteriza o famigerado orçamento secreto, vale fazer uma remissão.

Esse bastardo que assalta os cofres públicos usando comparsas investidos em mandatos outorgados pelo povo, é rebento nascido do estupro perpetrado em 2016 contra a democracia, o famigerado orçamento impositivo.

Com efeito, foi através dessa aberração legislativa que o mega larápio Eduardo Cunha distribuiu dinheiro do contribuinte entre parlamentares, para que esses votassem con$cientemente pelo impeachment de Dilma Rousseff.

Não por acaso, o sucessor/ malfeitor de Dilma, arqui larápio Michel Temer, acelerou essa distribuição de recursos do erário entre a bandidagem que votou para "estancar a sangria", como clamava o não menos gatuno Romero Jucá, remunerando a bandidagem impune.

O sucessor nessa linhagem trambiqueira, o ladrão de joias e outros roubos, Jair Messias, praticante contumaz de delitos e apavorado de sofrer um pedido de impeachment, outorgou ao batedor de carteira Arthur Lira parte do orçamento da União, em troca da blindagem de seu mandato presidencial.

Daí surgiu o orçamento secreto, que de tão delituoso não poderia abrir mão do 'secreto', já que só nas sombras, sem a obrigação da prestação de contas exigida pela lei, poderia sobreviver e operar a ciranda do crime perfeito, onde o desvio de dinheiro do orçamento da união perpetuava um grupo político no poder legislativo.

E foi esse show de horrores que o ministro Flavio Dino desnudou à luz do dia, mostrando a todos que esses monstrengos paridos em 2016 são tão horripilantes que até bandidos fora do parlamento,  no caso os gangsters Valdemar Costa Neto e Eduardo Cunha, movimentaram emendas parlamentares que ultrapassam dezenas de milhões de reais.

Ao contrário do que verbaliza o escorregadio presidente da Câmara Federal, Hugo Motta, não se trata de 'criminalização da política', mas, ao contrário, da descriminalização que se faz urgente naquele ambiente, antes que malfeitores produzam destruição até pior do que aquela verificada em 8/1/2023, quando uma horda de facínoras tentou criar ambiente para que golpistas mantivessem as instituições brasileiras funcionando a partir do esgoto em que um certo clã vê como cenário ideal para que se atue. Não dá! 


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