Parece que estão substituindo informação por suposição, com o intuito de conceber arranjos políticos atualmente inconcebíveis.
Essa estória do Helder vir a substituir Geraldo Alckmin como vice na chapa de Lula, em outubro próximo, não passa de conjectura ociosa.
Primeiro, que Alckmin faz parte de uma chapa consolidada, inclusive com a composição para SP, Haddad governador, Marina e Simone Tebet para o Senado.
Segundo, Alckmin jamais negociaria por baixo dos panos com figuras tão inconfiáveis quanto Baleia Rossi e Michel Temer, esses aliados do Bolsonarismo, sem o aval de Lula.
Terceiro, a densidade eleitoral de Helder, ou falta dela, torna-se empecilho incontornável para tal suposição; com efeito, se está difícil Helder eleger sua sucessora, mais difícil ainda seria agregar valor à chapa governista.
Ressalte-se, finalmente, que essa é o tipo de suposição maquiavélica, visando atingir objetivos desestabilizadores, no caso, o alvo seria Geraldo Alckmin, tido como ator político que impediu o controle total do PSB no Pará, por parte do barbalhismo, porém esse não é o único, há, claro, outros. Voltaremos ao assunto.

Nenhum comentário:
Postar um comentário