Zé Dirceu é, seguramente, hoje, o melhor analista político que assistimos seja em palestras ou debates em redes sociais.
Só uma mídia refém da narrativa delinquente do lavajatismo impede, ou impediu, que o víssemos amiúde na tevê brasileira, mesmo sendo símbolo do petismo.
E daí? Quantos colunistas com a cara do PSDB, PP, enfim, identificados com o conservadorismo fomos obrigados a tolerar na tela, sem que tivessesm1/3 da clarividência de Dirceu.
Sua entrevista ao Opera Mundi, a respeito do quadro eleitoral que enfrentaremos em outubro próximo, é uma aula de conjuntura que todos deviam sorver como instrumento de avaliação e posterior ação.
Por exemplo, quando diz que indicadores como "emprego, renda e inflação ajudam o governo", porém, "a rotina da população, como transportes, salários, custo de vida, serviços públicos e dificuldades para fechar as contas no fim do mês" devem ser encarados como dificuldades que não se resolvem sem um discurso que alcance o conjunto da sociedade.
Por isso, entendo sua manifestação que não "devemos repetir as eleições passadas" como uma advertência à militância de ser necessário mostrar claramente o compromisso com avanços sociais que ataquem esses problemas, afinal, Lula não vem aí, mas, já está aqui e deve mostrar que é capaz de manter essa agenda da inclusão, não com auto elogio, mas apontando soluções concretas, contra um projeto que culpa o governo pelo sofrimento, no entanto, é aliado nos estados daqueles governantes que promovem um péssimo transporte coletivo, ofertam serviços públicos precários.
Eis aí o porquê daquele golpe desferido contra o PT lá atrás, em 2006, visando aniquilar Zé Dirceu, através da mídia facinorosa, legislativo corrupto e judiciário mal conduzido, baseado nas denúncias feitas pelo gangster Roberto Jefferson, que resultaram em sua destituição da chefia da Casa Civil, bem como da cassação de seu mandato de deputado federal, sabiam que Dirceu seria o sucessor natural de Lula, em 2010; mesmo assim, quebraram a cara porque o povo optou por Dilma e aí tiveram que adiar por mais quatro anos o estelionato eleitoral, fracassado, diga-se, restando-lhes apenas o recurso recorrente: golpe contra a democracia.

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