En passant: o que o ministro Guilherme Boulos está fazendo até aqui é digno de registro pela forma como ele chega nas pessoas.
Já vi, no dia 31/ 12 último, ele em uma favela na zona leste de SP em contato com moradores vitimados pela privatização da SABESP e sofrendo com a falta dágua.
Seu diálogo corajoso com trabalhadores de aplicativos, um segmento geralmente moldado por aquilo que a ideologia dominante impõe discretamente; Boulos vai pacientemente mostrando quem são os verdadeiros inimigos desses trabalhadores, principalmente os entregadores de mercadorias.
Agora, ele compra a briga de uma diarista maltratada pela polícia, colocada em um camburão como suspeita de furto e Boulos a recebe e a encaminha aos canais competentes para que veja reparada a injustiça cometida contra ela, bem como a reparação do dano causado pela recorrente truculência policial.
Penso que essa proximidade que Boulos estabelece, entre o poder público e aquela parcela da cidadania que vive sob tensão e sensação de abandono por parte das autoridades que deveriam acolhe-la, é a grande sacada de sua ida para o ministério, algo que tende a alcançar o status de grande política pública, no mesmo nível das mais exitosas criadas por Lula. A conferir.

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