Depois que a 'Oi' veio a óbito, tudo leva crer que a próxima vítima será a 'Vivo', apesar da alcunha otimista.
A diferença, ao que parece, é que uma foi decorrente de falência múltipla dos orgãos, depois de uma vida desregrada; já a próxima apresenta sintomas preocupantes de decomposição lenta, gradual e irreversível, embora a moléstia seja a mesma diagnosticada na irmã.
Assim, praticamente vai a óbito junto com elas aquele processo saudado como a modernização da administração pública, em que o estado era praticamente reduzido a pó, enquanto a iniciativa privada emergia como a redenção de um estado eficiente e prestador de um serviço satisfatório.
Grossa empulhação, na verdade. Desde então, o que tivemos como consequência foi a apropriação de um serviço outrora prestado pelo poder público, agora nas mãos de empresários rapaces, que o receberam de mão beijada e nada mais fizeram do que engordar seus patrimônios pessoais e prestarem um serviço de péssima qualidade.
Esgotado aquele modus operandi, trata-se do governo brasileiro concentrar esforços a fim de impedir que as novas tecnologias estabeleçam a mesma relação parasitária com a população; e que o serviço prestado ofereça qualidade em todos os quatro cantos do nosso território, sob pena de voltar às mãos do poder público definitivamente.

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