A perspectiva de Geraldo Alckmin sair do PSDB(já consumada essa saída), filiar-se a o PSB ou PSD mexeu fortemente no tabuleiro do xadrez político.
Carlos Siqueira, presidente do PSB; e Gilberto Kassab, presidente do PSD, viam com bons olhos a aliança, todavia, depois que perceberam o quanto Lula e o PT se fortaleceriam, resolveram aumentar o valor do dote pedido.
As duas legendas acima citadas, muito próximas desde quando herdaram o espólio do velho PSDB de Serra, Alckmin, Aluísio, resolveram endurecer o jogo contra o PT, passando a fazer exigências que praticamente inviabilizam a aliança.
Porém, a tática de isolar Lula à esquerda pode dar com os burros nágua, primeiro porque racha o PSB, onde Marcelo Freixo e Flávio Dino mostram-se claramente contrários a essa artimanha de caráter paroquial, cujo resultado pode ser o definhamento do próprio PSB.
Freixo julga que a chapa Lula/Alckmin está consolidada e independe da vontade dos coronéis pessedistas ou pessebistas, tanto que a filiação partidária do ex tucano abriu um leque mais amplo de possibilidades, sendo possível agora Geraldo ir para o PV ou para o solidariedade.
Também o PSD do Kassab não escapará ileso à barganha que visa colocar guizo no pescoço de Lula; até aqui a candidatura presidencial do senador Rodrigo Pacheco não passa de blefe de jogadores sem cartas suficientes pra bancar a aposta na mesa de jogo onde todos perceberam a manobra.
Com efeito, essa é a hora pra fazer lances arriscados a fim de alargar a perspectiva de êxito nas eleições de outubro, mas é preciso saber moderar o apetite a fim de não apostar todas as fichas prematuramente a ponto de inviabilizar, na hora da partida decisiva, a própria participação na hora do clímax.


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